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Secretário do Tesouro Nacional descarta superaquecimento da economia PDF Imprimir E-mail
Escrito por roger   
Qua, 28 de Julho de 2010 16:58

tesouro

A acomodação da economia observada no segundo trimestre dispensa a necessidade de medidas adicionais para conter o seu aquecimento, disse hoje (28) o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Segundo ele, a desaceleração da inflação e da atividade industrial indicam que as expectativas de superaquecimento da economia brasileira em 2010 não estão se cumprindo.

 

Secretário do Tesouro Nacional descarta superaquecimento da economia

"Seguramente, não há superaquecimento da economia, o que mostra que as projeções do Ministério da Fazenda não estavam erradas", afirmou o secretário. De acordo com ele, o objetivo do governo agora é monitorar as condições da economia para que o crescimento não fique abaixo do previsto.

"A gente tem de acompanhar a atividade econômica para que o crescimento seja o previsto, ou seja, nem acima nem abaixo. Isso exige uma atenção redobrada. Crescer menos, na nossa opinião, seria bastante negativo", disse Augustin.

O secretário evitou comentar se a desaceleração da economia terá impacto nas receitas fiscais em julho. Ele, no entanto, reconheceu que a expansão da arrecadação será menor nos próximos meses. "A receita não será tão positiva, mas a gente não tem de olhar apenas a arrecadação, mas todo o conjunto da economia", acrescentou.

Augustin evitou comentar se as medidas para sustentar o crescimento incluem a diminuição do ritmo de aumento de juros pelo Banco Central. Apenas afirmou que o Tesouro pode agir pelo lado fiscal, atendo-se à programação financeira divulgada pelo Ministério do Planejamento no último dia 20.

"Não estamos crescendo além do previsto e não temos de tomar medidas que segurem a economia, mas manter as coisas andando. Esperamos que o crescimento seja sustentável, de forma que o Brasil continue sem superaquecimento, mas também sem crescimento menor que o esperado", disse Augstin.

Oficialmente, o Ministério da Fazenda projeta expansão de 6,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Há duas semanas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o crescimento pode chegar a 7%. A estimativa, no entanto, foi divulgada antes dos indicadores que mostram desaceleração da atividade industrial em junho.

No primeiro semestre, o superávit primário - economia de recursos para pagar os juros da dívida pública - somou R$ 24,7 bilhões. Para atingir a meta de R$ 40 bilhões para o segundo quadrimestre (até agosto), o Governo Central (Tesouro, Previdência Social e Banco Central) precisa economizar R$ 15,3 bilhões nos próximos dois meses.

Apesar disso, Augustin afirma que o governo fechará o ano cumprindo a meta cheia, de R$ 75 bilhões até dezembro. "Estou confiante de que não haverá necessidade de usar o mecanismo que permite o abatimento dos gastos do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] da meta de superávit."

 

Wellton Máximo

Foto:Marcello Casal Jr

Agência Brasil
Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil

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