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Dirigente da Igreja Ortodoxa Russa espera que novo papa continue luta por valores tradicionais
Seg, 11 de Fevereiro de 2013 18:24

O metropolita (arcebispo) Hilarion, dirigente da Seção Internacional da Igreja Ortodoxa Russa, disse hoje (11) esperar que o sucessor de Bento XVI continue a luta contra o "relativismo" e pela conservação dos valores cristãos tradicionais. O chefe da Diplomacia da Igreja Ortodoxa Russa disse que Ratzinger não flexibilizou os valores cristãos e por isso era uma figura impopular aos olhos de jornalistas e políticos laicos.

"O papa Bento XVI não é uma estrela da mídia, mas um homem da igreja. Esperamos que seu sucessor continue no mesmo caminho e que as relações entre ortodoxos e católicos avancem para o bem comum de todo o mundo cristão", disse, em comunicado oficial publicado no site da Igreja Ortodoxa Russa.

O metropolita escreveu ainda que a Igreja Católica enfrenta desafios muito sérios e que talvez isso tem levado o papa "a ceder o seu lucar a um hierarca mais jovem e dinâmico". Ele qualificou a decisão de Bento XVI de abandonar o cargo como "um ato de coragem pessoal e humildade".

Segundo Hilarion, "o papa é um grande teólogo, conhece bem a tradição da Igreja Ortodoxa, possuindo ao mesmo tempo sensibilidade que lhe permite organizar as relações com as igrejas ortodoxas ao nível devido".

O alemão Joseph Ratzinger, que assumiu o papado em 2005, aos 78 anos, anunciou hoje, durante um consistório (reunião de cardeais para dar assistência ao papa nas suas decisões) no Vaticano, que vai renunciar no dia 28 de fevereiro devido “à idade avançada”. Ratzinger, um dos cardeais mais idosos a ser eleito papa, está com 85 anos. Antes dele, o último chefe da Igreja Católica a renunciar foi Gregório XII, no século 15 (1406-1415).

Um novo papa deverá ser escolhido até a Páscoa, em 31 de março, disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, anunciando que um conclave deve ser organizado entre 15 e 20 dias após o afastamento do pontífice. Ratzinger assumiu o posto em meio a um dos maiores escândalos enfrentados pela Igreja Católica em décadas - a denúncia de abuso sexual de crianças por clérigos.

 

Agência Brasil