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Chuvas em Arujá : Força-tarefa vistoria bairros e interdita três casas

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Uma força-tarefa formada pela Defesa Civil, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, fiscais e técnicos da Prefeitura percorreu quatro das 12 áreas de risco de Arujá nesta sexta-feira para avaliar as condições dos locais, afetados pela chuva intensa que atinge o município nas últimas semanas. A operação resultou na interdição de três residências e na notificação de alerta para outras três.

 

Chuvas em Arujá : Força-tarefa vistoria bairros e interdita três casas

RESIDN~2A operação iniciada nesta sexta prossegue na próxima segunda-feira. O grupo, liderado pelo diretor da Defesa Civil, Marcus Alberto Balbino, vistoriou áreas nos bairros do Mirante e no Retiro.

Na rua Serra Geral, no Mirante, uma família com três adultos, dois adolescentes e cinco crianças que dividem duas casas no mesmo terreno foi avisada de que o barranco de quase dez metros de altura está prestes a ceder e atingir os imóveis.

Kelly Cristina Lima e Silva, que mora na casa menor, com um casal de filhos pequenos, disse que, assim como a mãe que mora na casa maior com os irmãos e sobrinhos, tenta conviver com a situação: "A gente fica com medo mas não tem pra onde ir".

Diante do quadro, a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura ofereceu auxílio para a família, com a inclusão emergencial de todos no programa Renda Mínima Municipal. Elas vão receber um salário mínimo, que será usado no pagamento de aluguel de uma outra casa por até seis meses.

A família não pode voltar para as residências, que já haviam sido interditadas há cerca de dois anos e deveriam estar vazias, mas foram invadidas. Nos próximos dias, a Secretaria Municipal de Obras deve providenciar a demolição dos dois imóveis.

No mesmo bairro, os moradores de duas casas da rua Serra Pelada foram notificados de que o terreno está instável, mas como não havia risco iminente de queda, foi dado um prazo para que eles procurem outra moradia.

Barranco e árvore

No bairro do Retiro, o marceneiro Linderberg Nascimento Souza, sua esposa e dois filhos tiveram que deixar sua residência. Os técnicos da Prefeitura e o representante do Corpo de Bombeiros avaliaram o terreno e indicaram a iminência de queda do barranco, que poderia arrastar uma grande árvore do local: "Há semanas que esta árvore tira o sono da gente", explicou o dono da casa.

Ele elogiou o trabalho da Prefeitura e dos demais órgãos públicos: "Foi importante porque me alertou. Agora eu sei que o risco que corria era ainda maior. Claro que vou deixar a casa até o problema ser resolvido". Lindenberg disse que iria para a casa de parentes: "O material, se a gente perder, compramos outro. A vida não tem como recuperar".

O coronel Balbino lembrou que a operação continua na segunda-feira: "Nos primeiros dias de janeiro, choveu em Arujá 90 milimetros acima da média histórica para o mês todo. O papel do Poder Público é alertar as pessoas para o risco que elas estão correndo e assim tentarmos preservar a segurança do cidadão".

 

Secom Arujá

 

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