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Guarujá recebe o Fórum Permanente de Educação Inclusiva da Baixada Santista

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Guarujá recebeu cerca de 100 profissionais de Educação da região e de Suzano para o Fórum Permanente de Educação Inclusiva da Região Metropolitana da Baixada Santista (Fopei), nesta quarta-feira (20), das 8 às 12 horas. Em pauta “O profissional de apoio”, que auxilia o professor titular com alunos com deficiência. Depois da exposição do trabalho desenvolvido em Suzano, Praia Grande e Guarujá, os participantes conversaram sobre o assunto.

Guarujá recebe o Fórum Permanente de Educação Inclusiva da Baixada Santista

Segundo a chefe da divisão de Educação Especial da Prefeitura de Guarujá, Ana Maria Lopes da Nova, o objetivo foi discutir questões que implicam na Educação inclusiva nos municípios. “As redes têm que disponibilizar o profissional de apoio, com base na nota técnica do Ministério da Educação (MEC), divulgada em setembro de 2010”, explicou.

O professor de apoio, de acordo com a coordenadora da equipe de Educação Especial de Suzano, Kátia Aparecida Cibas, surgiu quando as crianças e adultos com algum tipo de deficiência começaram a chegar às escolas comuns.

“Apareceram necessidades específicas para atendê-los. Então, o Ministério da Educação orientou para que houvesse o cargo de professor de apoio. O Ministério não coloca que tem que ser um professor ou alguém da saúde, mas quem vai exercer a função requer orientações. Por exemplo, com alimentação, se o professor não sabe dar a comida para o aluno que não o faz sozinho, esse aluno pode até ter complicações”, explicou Kátia.

A representante de Suzano contou que a nota técnica 19 veio para nortear os municípios, de forma que esse profissional ajudasse o aluno deficiente a estar incluído em todas as atividades escolares.

“O professor de apoio tem como função promover a acessibilidade dos alunos com deficiência, atender necessidades específicas, ter cuidados especiais e promover a comunicação, no caso dos guias-intérpretes para surdo-cegos e dos tradutores e intérpretes de língua dos sinais”, disse Kátia.

Ainda segundo a coordenadora de Suzano, não é toda pessoa com deficiência que precisa de um professor de apoio. Por isso, deve ser feito um estudo de caso, de forma a haver realmente a inclusão. E também os que precisam desse profissional, não precisam até o final de seus estudos, mas só até conseguir realizar suas atividades sozinho.

Guarujá intitula esses profissionais de professores cuidadores, que são professores do Fundamental ou da Educação Infantil e que dobram o horário de trabalho. De acordo com a coordenadora dos professores cuidadores da Cidade, Cynthia Traquia Peres Martos, a Prefeitura investe e acredita que tenha que ser um professor. “Hoje há 30 atuando de manhã e 39, à tarde. E a demanda cresce a cada dia, mesmo porque as escolas estão organizadas”, contou.

Em Guarujá, são feitos encontros mensais. Existe um grupo na internet em que sempre conversam sobre a parte teórica e a equipe de Educação a Distância oferece curso sobre Autismo.

Deficiência – A deficiência não é uma condição de doença, carência ou invalidez que pressupõe a necessidade de cuidados clínicos, assistenciais ou de serviços especializados, em todas as atividades. Todos os estudantes precisam ter oportunidade de desenvolvimento pessoal e social, que considere suas potencialidades, bem como não restrinja sua participação em determinados ambientes e atividades com base na deficiência.

Fopei – O Fopei é uma iniciativa do MEC em São Paulo. E surgiu da necessidade de subsidiar os municípios para a questão da inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais na rede regular de ensino. Assim, o Fórum vem se constituindo como um espaço importante de troca de experiências e de formação de educadores.

Com mais de 10 anos de caminhada, ele congrega além de representações de escolas e secretarias de educação dos municípios, universidades e instituições que atendem pessoas com deficiência.

E tem como objetivo fortalecer cada vez mais os fóruns regionais com a finalidade de reflexão sobre as questões relativas à Legislação, Políticas Públicas, Parâmetros Curriculares e Projetos Pedagógicos.

 

Vinícius Mauricio

Secom Guarujá