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Desde setembro do ano passado, a Secretaria de Assistência Social municipalizou o trabalho de abordagem e acompanhamento das crianças em situação de rua e passou a apostar no resgate dos vínculos familiares. Novos funcionários – aprovados em concurso – foram contratados e hoje a secretaria conta com uma equipe preparada e que trabalha todos os dias nas ruas, inclusive aos finais de semana, realizando abordagens e trabalhando de forma direta com os familiares.

Mogi das Cruzes: Assistência Social municipaliza abordagem a crianças e investe no resgate de vínculos


240112-assistsocial-int“Esta foi uma evolução significativa. Mogi das Cruzes praticamente não possui crianças nesta situação e a formação desta equipe municipalizada foi mais um passo importante. Todos os casos registrados pela Secretaria foram mapeados, com os familiares identificados, e estamos realizando um trabalho contínuo com os pais e as próprias crianças, a fim de erradicar este tipo de ocorrência no município”, afirma o secretário-adjunto de Assistência Social, Edson Santos.
Esta semana, Santos realizou uma reunião de trabalho com os membros da equipe – a psicóloga Janaína Pereira Lopes, o assistente social Deivison Paulo da Silveira Souza e os agentes sociais Osni Damásio da Silva, Claudia Nakayama Miske e Luciana Girão Lopes Vicco. Em pauta, um balanço das últimas ações e o acompanhamento das medidas que devem ser tomadas com as crianças e as famílias. A base do grupo é o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), unidade que presta serviços nos casos em que houve algum tipo de violação de direitos.
A primeira recomendação dos profissionais da área é que a população não dê esmolas ou qualquer tipo de ajuda às crianças em situação de rua. Em casos como este, a primeira medida a ser tomada é entrar em contato com o grupo, pelos telefones 7270-2220 ou 4728-1878. “Na grande maioria dos casos, a criança possui família. Ao dar esmolas, alimento ou qualquer outro tipo de benefício, a criança acaba sendo estimulada a viver na rua, pois vê vantagens nesta situação. É fundamental entrar em contato conosco, para que façamos a abordagem”, explica Osni.
Já Deivison lembra que a abordagem é o primeiro passo para a busca de soluções efetivas. A equipe entra em contato com a criança, obtém dados sobre sua família e entra em contato com os pais. Neste momento, começa o trabalho de resgate de vínculos familiares, que inclui conscientização sobre a importância da criação dos filhos e oferta de serviços complementares, como inscrição em programas sociais e ações que possibilitem geração de renda.
O abrigamento provisório das crianças em entidades assistenciais credenciadas pela Prefeitura só ocorre em último caso: “Nós priorizamos este resgate familiar, com um trabalho de sensibilização dos pais e medidas para que a criança volte para a escola”, lembra Deivison, acrescentando que as crianças também podem participar de ações complementares, como atividades esportivas e recreativas no período em que não estão na escola.
Resultados
Na prática, em quatro meses de trabalho municipalizado foram cadastradas 13 crianças e 23 adolescentes nas ruas mogianas. Todos estão recebendo acompanhamento dos técnicos – as famílias foram identificadas e os pais já passam pelo trabalho de orientação. Nas abordagens diárias, em pontos pré-estabelecidos e em locais apontados pelos cidadãos, já é possível notar os resultados: “Neste período de 120 dias, identificamos todos os casos e conhecemos cada um deles”, explica Deivison.
Ele lembra que a conquista de resultados faz parte de um processo, que pode demorar alguns meses. Mas a análise prévia dos dados permite afirmar que todos os casos são reversíveis. “Um dado é importante: não existem, em Mogi, crianças morando nas ruas. Todas possuem casas e freqüentam as ruas durante o dia. Trabalhamos para melhorar gradativamente esta situação e os resultados mostram que estamos no caminho certo”, frisou.
Mesmo assim, o grupo percorre diariamente um roteiro formado por pontos como supermercados, semáforos, feiras-livres e áreas onde as crianças podem obter alimento. Nas últimas semanas, os profissionais concentram o trabalho nos distritos de Braz Cubas e Jundiapeba. As crianças identificadas nas duas regiões já foram cadastradas e fazem parte do levantamento.
“Hoje podemos dizer que esta questão está equacionada em Mogi e, a partir de agora, estamos trabalhando para estruturar estas famílias”, conclui o secretário-adjunto Edson Santos, acrescentando que a secretaria e também o Fundo Social de Solidariedade oferecem vários cursos profissionalizantes gratuitos, com resultados comprovados na geração de renda e auto-sustentabilidade. (MAS)

 

Secom Mogi das Cruzes

Última atualização em Qua, 25 de Janeiro de 2012 03:41
 

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