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Quarta, 16 Maio 2012 02:04

Guarda Ambiental encontra aves e cobra feridas em Mongaguá

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Equipes do Grupamento Especial de Proteção Ambiental (GEPAM) da Guarda Civil de Mongaguá foram acionadas para remover uma cobra da espécie Jararaca do canil do Recanto do Coco, na Estrada da Cachoeira, segunda-feira (14/05). Os guardas resgataram também uma Fragata-Comum e um Maracanã-Pequeno.

Guarda Ambiental encontra aves e cobra feridas em Mongaguá

Medindo cerca de 1,20 cm, o réptil, ao que tudo indica, é oriundo da própria área de vegetação que circunda o lugar. Ao chegar ao local, a equipe deparou-se com a cobra atrás do pote de água dos cães. Um dos animais aproximou-se e acabou sofrendo o bote da Jararaca. Segundo os guardas, apenas 10 segundos depois o cão caiu morto.

“Não deu tempo de tentarmos evitar o ataque ou mesmo socorrer o cachorro”, disseram os guardas Ferro e Valmir, que atenderam a ocorrência. Ainda conforme a equipe, a cobra tem uma cicatriz antiga, possivelmente feita por um facão. O réptil será devolvido ao seu habitat natural, em uma área distante da urbanização.

A Jararaca, cujo nome científico é Bothrops, é uma serpente peçonhenta, apresenta variação de escamas na cabeça e de tamanho, podendo chegar a dois metros, e é facilmente encontrada nas Américas Central e do Sul, sendo notória causadora de acidentes no Brasil, com altas taxas de morbidade e mortalidade.

Fragata – Com mais de um metro de envergadura de uma ponta da asa à outra, uma Fragata-Comum foi encontrada por um morador na Orla da Praia. O GEPAM foi acionado e resgatou a ave até a base da corporação, na Vila Atlântica, para posterior locomoção ao Centro de Triagem de Animais Selvagens (CETAS) de São Vicente.

Conforme os guardas Ordonez e Alcides, a Fragata deve ter se perdido da revoada que provavelmente habita a Ilha Queimada Grande, localizada a cerca de 35 km mar adentro, na direção de Itanhaém. A ave estava machucada na pata esquerda, o que a impossibilitava de manter-se de pé e a levantar voo.

A Fragata-Comum pode chegar a um metro de comprimento e a mais de dois de envergadura. É a ave com a maior superfície de asa e caracterizada, no caso do macho, por um saco gular vermelho. Não mergulha, mas alimenta-se de peixes, inclusive ‘agredindo’ outras aves à procura de peixes regurgitados.

Maracanã-Pequeno – Há uma semana, o grupamento foi acionado por uma moradora de Agenor de Campos, que encontrou na porta de sua casa um Maracanã-Pequeno. A ave, que media uns 30 cm, estava cega de um olho, com uma das asas quebrada e sem um dos dedos da pata esquerda, e também foi encaminhada ao CETAS.

Conforme a equipe, os moradores vizinhos foram consultados quanto à procedência da ave, mas ninguém soube informar. O Maracanã-Pequeno tem plumagem verde, semelhante à de um papagaio, diferenciando-se pela mancha vermelha debaixo das asas e pela pele ao redor dos olhos. Trata-se de uma espécie ameaçada de extinção.

Lontra – A lontra encontrada por uma equipe do GEPAM no último dia 7 e removida ao CETAS morreu. Conforme informações obtidas pelos guardas, ela não resistiu à cirurgia à qual foi submetida, para tratamento de um ferimento na orelha, eventualmente causado por um outro animal, que estava infeccionado.

Eduardo Rodrigues

Secom Mongaguá

Read 381 times Ultima modificação Sexta, 18 Maio 2012 01:05
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